Amapá cria grupo gestor multisetorial para manter status de livre da aftosa

Grupo ficará responsável pelo acompanhamento das ações em relação à campanha de vacinação

A campanha de vacinação contra a febre aftosa no Amapá ganhou um reforço. A formação de um grupo gestor que reúne representantes de vários órgãos vai intensificar as ações e o planejamento para que o estado consiga manter o status de livre da doença por vacinação.

Segundo o diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro), José Renato Ribeiro, a criação do grupo é uma recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e visa tratar do programa estratégico da febre aftosa no Amapá, entre outros assuntos relacionados a doenças em animas.

“A partir deste momento, o grupo deverá se reunir, periodicamente, para avaliar como está a campanha de vacinação contra a febre aftosa no estado, assim como tratar de ações que poderão ser intensificadas para que o objetivo dela seja alcançado”, frisou Ribeiro.

O grupo vai acompanhar os indicadores da campanha de vacinação que está em curso e, que se encerra no dia 15 de novembro. Após o fim da campanha, será feita a avaliação do desempenho da vacinação e serão deliberadas as ações que devem ser adotadas para melhorar a campanha no estado no próximo ano.

Durante a primeira reunião do grupo, ficou acertado que além da febre aftosa, serão intensificadas ações que envolvam a defesa vegetal e animal, como por exemplo, as ações contra doenças em equinos. “Como se trata de uma composição técnica específica, o grupo vai poder trabalhar e fazer a retaguarda necessária”, explicou o diretor-presidente da Diagro.

Fundo de Emergência Sanitária

Outra pauta discutida foi o resgate do Fundo de Emergência Sanitária (Fesa) do Estado do Amapá, que é de caráter privado, e não está sendo alimentado. De acordo com José Renato Ribeiro, o fundo é estratégico para casos de situações críticas, onde o recurso é disponibilizado de imediato para indenizar o proprietário, dependendo da situação.

José Renato acrescentou que, como se trata de um fundo privado, as discussões com a associação dos criadores do estado para buscar uma forma de alimentar financeiramente o fundo, já se iniciaram. “Este fundo emergencial agiliza em certas situações, como no caso de animais que precisam ser eutanasiados, por conta de alguma doença, e o proprietário precisa ser indenizado”, complementou.

Integram o grupo, além da Diagro, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) e a Superintendência Federal da Agricultura no Estado do Amapá, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Associação dos Criadores do Amapá e o Conselho Regional de Medicina Veterinária. O grupo deverá ser oficializado através de decreto sancionado pelo governo do estado nos próximos dias.

O auditor fiscal federal agropecuário da Superintendência Federal da Agricultura no Amapá, José Victor Torres, ressaltou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é o órgão responsável pela auditoria do processo executado pela Diagro. Ele informou que entre 22 e 25, deste mês, haverá uma auditoria do plano de ação da febre aftosa que vem sendo realizado pelo Amapá, assim como da estrutura do órgão.

“É uma ação importante que visa acompanhar o que vem sendo realizado na campanha e até propor melhorias. O órgão pode, com isso, fomentar apoios, convênios, e ampliar sua atuação no estado”, ressaltou o auditor.

Vacinação

A campanha de vacinação contra a febre aftosa começou no dia 15 de setembro e segue até 15 de novembro. A expectativa da agência é que aproximadamente 340 mil animais, entre bubalinos e bovinos, sejam imunizados durante o período vacinal.

A vacina pode ser adquirida em lojas especializadas no ramo agropecuário e o próprio pecuarista pode aplicar a medicação. Vale ressaltar que o pecuarista tem até o dia 25 de novembro para fazer a declaração de imunização do gado na Diagro.

O estado se prepara para entrar no status de estado livre da aftosa sem vacinação. De acordo com o diretor da agência, esse processo poderá acontecer a partir de 2020. “Este é o próximo passo que devemos dar. Assim como outros estados já vem trabalhando para alcançar este status, aqui não é diferente, e estamos empenhados em conseguir isto”, concluiu.

 

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