Burocracia irá interromper série histórica da produção de soja no Amapá e prejudicará economia

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá – RURAP, desenvolveu pesquisa que demonstra a ampliação das áreas de produção de soja nas áreas no cerrado amapaense nos últimos seis anos, nos quais as mesmas passaram de 5.600 hectares, em 2013, para 11.000 hectares, em 2014; para 11.125 hectares, em 2015; para 14.040 hectares, em 2016; para 17.699 hectares, em 2017; e em 2018, 20.515 hectares.

Na mesma pesquisa, a produção saiu, em 2013, de 14,1 mil toneladas para 23,7 mil toneladas, em 2014; para 29,4 mil toneladas, em 2015; para 27,9 mil toneladas, em 2016; para 51,8 mil toneladas, em 2017; e para 61,5 mil toneladas, em 2018.

No entanto, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Amapá – APROSOJA-AP, a simples falta de licenciamento ambiental de novas áreas para o plantio de soja impediria a expansão das áreas produtivas, interrompendo a séria histórica. Mas a não renovação de licenças ambientais das áreas que já produzem, resultará em um feito extremamente prejudicial para a economia do Amapá, pois, a expectativa de retração das áreas produtivas em aproximadamente 20%, representa a queda da produção para 49,3 mil toneladas, se comparada com as 61,5 mil toneladas de 2018. Se a estimativa da instituição se confirmar, significa que deixará de entrar na economia do estado R$ 15,6 milhões, além de desempregar entre 300 e 500 pessoas que atuam na cadeia produtiva, de forma direta e indireta.

A imperfeição nos processos de licenciamento ambiental no Amapá e o consequente não reconhecimento, da parte do IBAMA, dos procedimentos adotados pelo órgão estadual responsável (IMAP), geraram um grande imbróglio jurídico indissolúvel diante da relação entre os dois órgãos, sendo necessária a gestão via União para que o mesmo tenha fim e o Amapá volte a crescer na produção do grão.

 

Juan Monteiro – Jornalista

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