Produção de soja: área plantada reduz e desemprego aumenta no Amapá

Imagem: João Pantoja

O processo de produção de soja envolve uma série de serviços agregados em sua cadeia, fabricação e venda de insumos, máquinas e equipamentos, profissionais em nível técnico e especializado, empresas terceirizadas dos mais variados tipos de trabalhos que vão desde contabilidade e direito até revendas e representação, além de empresas de transportes, combustíveis, hotéis, dentre outros.

A estimativa de geração de empregos é de 01 oportunidade diretamente para cada 80 hectares plantados, e outras 10 de forma indireta. Sendo a plantação de soja, em 2018, realizada em 20,6 mil hectares, a projeção foi de 262 pessoas trabalhando dentro das fazendas e 2.620 atuando em atividades indiretas.

Recentemente, o entrave no licenciamento ambiental gerou um efeito de não renovação do plantio em muitas áreas, o que reduz a produção em algo muito próximo de 20%. Isso significa também a redução da entrada de R$ 15,6 milhões na economia do estado com a venda do grão, a redução dos empregos diretos em 52 vagas e indiretos em 520 vagas. 

Eleandro Lemos, gerente da Agropecuária Paraná, que fica no Abacate da Pedreira, município de Macapá, afirmou à nossa reportagem que “entre carpinteiros, pedreiros, operadores de máquinas e outros, foram 21 funcionários dispensados pela empresa nesse ano”.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no último trimestre de 2018 foi de 19,6%, e aumentou para 20,2% no primeiro trimestre de 2019, o que deve impactar também no número de amapaenses vivendo abaixo da linha da pobreza, número que era de 45,9% no último trimestre do ano passado.

Com a afirmação do instituto de que foram dispensados 3 mil trabalhadores neste último período, fazendo um cálculo dos desempregados direta e indiretamente pela sojicultura, os quais se estima serem 572, temos um percentual de 19,06% do total de trabalhadores dispensados vindos deste setor do agronegócio.

 

Juan Monteiro

Jornalista

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