Em carreata gigantesca, produtores pedem retomada dos licenciamentos ambientais

Alguns registros da manifestação de participantes do Fórum de Desenvolvimento Econômico em Macapá

Da Redação

Numa manifestação gigantesca – que teria extensão de dois quilômetros – uma carreata formada por máquinas, tratores, caminhões, caçambas, carretas e outros veículos utilitários percorreu ruas e avenidas de Macapá numa manifestação inédita na capital do Amapá. Promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Econômico do Amapá, entidade associativista que congrega pelo menos 13 setores produtivos, como extrativistas, pescadores, madeireiros, garimpeiros, agricultores familiares e também plantadores de grãos, o movimento chamou a atenção para a falta de sintonia entre os órgãos de licenciamento ambiental estaduais e federais, que há três anos não licenciam uma simples propriedade agrícola.

Para Ribamar Rodrigues, que preside o Fórum, os objetivos iniciais foram alcançados, pois a sociedade amapaense tomou conhecimento dos propósitos do movimento, apesar dos transtornos causados ao trânsito e às rotinas da cidade. “Recebemos muitos apoios em nossa causa, que afinal visa destravar as amarras da burocracia, da indolência, a lentidão e porque não dizer a sobreposição de competências de quem compete licenciar as atividades econômicas que geram emprego e renda para o nosso estado e sua gente”, disse ele.

Celso Carlos Júnior, presidente da APROSOJA-AP, a associação dos produtores de soja e milho do Amapá, também se disse satisfeito. Lembrou que os empreendedores do campo demonstraram muita emoção com a mobilização vista com a carreata. “São pais e mães de família que vieram para esse movimento com todos os parentes, afinal estamos falando do negócio que representa a vida de todos nós, gente que a vida inteira produziu e que hoje pede apenas que não se atrapalhe a continuidade do trabalho, afinal se a produção no campo para falta alimento nas cidades”, disse.

Negociações

Os trabalhadores rurais em frente aos palácios da Justiça e do Executivo, no Centro de Macapá.

Depois de percorrer um total de 16 órgãos públicos, entre poderes constituídos, autarquias e secretarias dos níveis federal, estadual e municipal, os manifestantes levaram toda a caravana para a via que separa o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça do Amapá, no Centro. De lá, tentaram uma audiência com o governador Antônio Waldez Góes da Silva, que estava em outro evento relacionado ao naufrágio que vitimou mais de 20 pessoas no sul do Amapá.

O grupo decidiu então montar acampamento na Praça da Bandeira, para aguardar por uma resposta das autoridades estaduais e tentar que a informação sobre o movimento pudesse também chegar ao vice-presidente da República Hamilton Mourão, que cumpre agenda no Amapá nesta quinta-feira, dia 05.

No Centro

Máquinas agrícolas em pleno centro administrativo do Amapá, na Av. FAB, em Macapá

 
 
 
 
 
 
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