Pecuarista Jesus Pontes diz que carne de búfalo é o “ouro negro” do Amapá

Na ExpoBúfalo, Jesus Pontes com o governador Waldez Góes | Arte: Bruno Gabriel

O pecuarista Jesus Pontes, atual presidente da Associação dos Criadores do Amapá (ACRIAP) esteve recentemente em Paris, na França, por ocasião da cerimônia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que certificou o Brasil como livre da febre aftosa, com vacinação. Para ele, o estado do Amapá foi fundamental para o processo, resolveu um problema nacional, em conjunto com o Amazonas, Roraima e uma parte do Pará, que ainda estavam fora da status sanitário. Para ele, a carne de búfalo é o “ouro negro” do Amapá e ainda será responsável por um grande salto do estado em relação ao mercado.

Falando ao Portal do Agro, Jesus Pontes, que também é economista, destacou o esforço de todos, do governador Waldez Góes, de toda a equipe da defesa agropecuária, da SDR e do RURAP e o produtor rural. “O fazendeiro também que fez a sua parte. Foi fundamental a união de todos nesse processo, que culminou com o evento lá em Parios, com todos os produtores rurais do país sendo representados, num momento histórico”, diz ele.

De tradicional família pecuarista local, Jesus Pontes diz que foi fundamental o esforço de todos, afinal são 50 anos de luta. “E quis Deus que fosse em 2018 quando já está fundada a nossa instituição, a ACRIAP, que ajudou nessa mobilização em torno de encontrar uma solução para o problema, que atrasava a pecuária do estado, atrasava os negócios no estado e até constrangia muitas vezes lideranças nossas do setor empresarial quando discutiam o assunto em Brasília ou em outros lugares, então o quanto antes a gente pensa em continuar o processo de certificação do Amapá não só para a aftosa como também para brucelose, tuberculose, dentre outras doenças do mundo animal que atrapalham os negócios”, explica Pontes.

Por fim, Jesus Pontes recorda da dificuldade dos pecuaristas locais diante do desafio de comercializar carne para o Oriente Médio, há alguns anos, quando a questão da quarentena era complicada, porto, enfim a logística do porto de Santana também pelo tamanho, mas entende que num futuro próximo o produtor do Amapá estará preparado para exportar não só gado vivo como também o corte premium do búfalo. “É o ouro negro do nosso querido estado do Amapá, é o que a gente entende. Então além desse embarque para o Oriente Médio tivemos embarque também para a Venezuela, mas agora eu acho que será corriqueiro a partir do momento que você facilita o trâmite documental e o processo de certificação, tanto que a gente pensa para o futuro certificar a carne também, como boi verde ou boi orgânico, que é o nosso animal criado aqui no estado em campos naturais”, completou.

 

 

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