Pagamento por serviços ambientais serão tema de evento na Escola Família Agrícola

Evento é parceria da Embrapa, Escola Família Agrícola do Pacuí e o Instituto de Desenvolvimento Rural

Dulcivânia Freitas, jornalista.

A Embrapa, Escola Família Agrícola do Pacuí e o Instituto Estadual de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) realizarão neste ano de 2020 uma capacitação sobre Serviços Ambientas dirigida a estudantes do curso Técnico em Agropecuária e a um grupo de extensionistas rurais do Amapá. A transferência de conhecimentos sobre este tema é viabilizada por meio do projeto “Construção do conhecimento e sistematização de experiências sobre valoração e pagamento por serviços ecossistêmicos e ambientais no contexto da agricultura familiar amazônica” (ASEAM), que faz parte do Projeto Integrado da Amazônia (PIA), financiado pelo Fundo Amazônia.

Em linhas gerais, Serviços Ambientais são benefícios que a natureza oferece ao homem, como alimentos, água doce, fibras, madeira, e vários outros. A exploração da floresta, por exemplo, é uma atividade relacionada a serviços ambientais, pela condição que proporciona ao homem de oferecer frutas, sementes e madeira. Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma ferramenta para a preservação do meio ambiente, em forma de recompensa ou compensação que pode ser monetária ou de outro tipo. Cada programa ou projeto determina os detalhes como será a compensação, por meio de um acordo entre as partes. Os critérios geralmente abrangem a necessidade de existir um serviço identificado e quantificado, um fornecedor e um recebedor desse serviço.  

Tratativas para o evento

Reunião para tratativas do projeto com Nagib Melém, Jackson Tosto e Alessandro Guigamonti | Foto: Dulcivânia Freitas

O pesquisador Sérgio Gomes Tôsto da Embrapa Territorial (Campinas, SP), líder do Projeto ASEAM, esteve no Amapá cumprindo agenda de reuniões com o diretor-presidente do Rurap, Hélio Dantas; com a equipe da Embrapa Amapá, pesquisador Nagib Melém e analista Jackson de Araújo dos Santos; e com o diretor da Escola Família Agrícola do Pacuí, Alessandro Rigamonti Júnior, a fim de alinhar a definição das atividades do projeto no Amapá. 

Sequestro de carbono, solos e água

Escola Família Agrícola do Pacuí, que fica na zona rural do município de Macapá | Foto: Divulgação

O Projeto ASEAM é executado em quase todos os estados da Amazônia Legal, a exceção é apenas o Tocantins. Serão priorizados os serviços de sequestro de carbono, solos e água. “A gente tem que quantificar estes três serviços ambientais (carbono, solos e água), quanto tem em cada estado da Amazônia. Escolhemos algumas bacias hidrográficas, para nos dar uma ideia boa do quanto temos de carbono, solos e água para a gente poder depois fazer a valoração econômica, vermos quanto custa para depois explorar para o estado todo”, explicou o pesquisador líder do projeto. Ele acrescentou que no Amapá foi feita a opção por uma bacia hidrográfica da região do Pacuí. “Precisamos quantificar o uso e cobertura das terras, para saber a quantidade de hectare ocupadas por pastagens, por exemplo. Precisamos saber quanto temos de mata, a sequencia é quantificar na área escolhida para o estudo, para posteriormente ser possível ampliar para o estado. Isso é quantificação dos serviços ambientais. Em seguida vem a valoração econômica, se você perde dez toneladas por ano por hectares, quanto custa essa perda”, detalhou Tôsto.    

Transferência de tecnologia

A Escola Família Agrícola do Pacuí, iniciou atividades em janeiro de 1989, com o voluntariado de padres italianos | Foto: Arquivo

Os parceiros locais do projeto fecharam a programação no Amapá para o primeiro quadrimestre deste ano. “Este projeto trata de transferência de tecnologias e de conhecimentos. Há várias ações programadas para quase todos os estados da Amazônia (a exceção é o Tocantins) e a mais importante é a capacitação em Serviços Ambientais com foco no Pagamento por Serviços Ambientais. “A Escola do Pacuí forma técnicos agrícolas, eles precisam ter um conhecimento mais profundo sobre este assunto, porque depois de formados vão trabalhar em propriedades rurais ou em instituições que demandam atuação em Serviços Ambientais”, explicou Sérgio Tôsto. Com relação à programação para extensionistas rurais, o pesquisador líder do projeto ASEAM obteve apoio de parceria do Rurap. “Poderemos realizar esta capacitação em uma comunidade rural junto com o Rurap, mas a ideia inicial é formar multiplicadores entre os extensionistas para eles fazerem cursos dentro da programação do órgão junto aos agricultores”. 

 
 
 
 
 
 
 
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