Trader projeta resultados positivos para a safra amapaense de soja de 2020

A Fiagril, uma das maiores empresas do agronegócio do Brasil, faz projeção positiva da produção de soja para 2020 no Amapá, e aponta os principais fatores que contribuíram para números melhores, em relação ao ano de 2019.

A empresa mato-grossense, nascida na cidade de Lucas do Rio Verde, instalada no Amapá, é a quinta maior empresa nacional do setor e atua fortemente na produção de biodiesel, fornecimento de fertilizantes e defensivos agrícolas, originação de grãos e produção e multiplicação de sementes.

Entre os principais fatores destacados pela empresa para uma projeção mais positiva da safra de 2020, o primeiro foi o projeto de correção de solo, realizado junto aos produtores através do financiamento de calcário a ser pago em sacas de soja no prazo de até 03 anos. Essa correção possibilitou uma qualidade superior da lavoura e a elevação da produtividade.

Sementes de alta qualidade consiste no segundo fator de bons resultados, com a participação essencial da empresa Sementes Cajueiro, multiplicadora de sementes especializada em regiões tropicais que atua na região do Equador, instalada no Amapá, realizando além do trabalho de multiplicação, produção do grão. Devido os problemas com excesso de chuvas de 2019, ofereceu a tecnologia de uma semente de ciclo mais curto, mitigando consideravelmente os riscos dos agricultores com o clima.

O terceiro fator foi o clima, visto que no ano de 2019 ocorreu um prolongamento do período chuvoso, criando dificuldades ao manejo dos insumos e a redução de eficácia de alguns defensivos aplicados à lavoura. Além disso, a safra de 2019 sofreu muitas perdas na colheita pelo excesso de umidade, reduzindo drasticamente o ganho do produtor. Neste ano, o clima contribui com luz abundante e chuvas em período dentro do esperado e sem exageros no início da colheita, que chegou a 17% da safra, até momento.

A safra de soja 2020, realizada em 20.300 Ha, terá um volume bruto de produção de 57.000 toneladas do grão, que será exportado e injetando na economia amapaense certa de R$ 70 milhões, distribuídos ao longo da cadeia produtiva, que inclui desde máquinas, equipamentos, lubrificantes e combustíveis passando por serviços contábeis, advocatícios, comércio de insumos, consultorias agrícolas, hotelaria e transportes, dentre outros. A projeção é de que a safra 2020 está gerando 253 postos de trabalho diretamente nas lavouras e 2.530 indiretos.

 

 

Juan Monteiro

Jornalista, Especialista em Marketing do Agronegócio

 

 

 

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